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Denúncia de assédio contra menor leva ao afastamento de diretor de escola cívico-militar em Porto Alegre do Norte

Um gestor da Escola Estadual Cívico-Militar 13 de Maio, situada em Porto Alegre do Norte, a aproximadamente 1.125 quilômetros de Cuiabá, foi retirado temporariamente da função após uma…
03/02/2026 tapi4270
Denúncia de assédio contra menor leva ao afastamento de diretor de escola cívico-militar em Porto Alegre do Norte

Um gestor da Escola Estadual Cívico-Militar 13 de Maio, situada em Porto Alegre do Norte, a aproximadamente 1.125 quilômetros de Cuiabá, foi retirado temporariamente da função após uma estudante de 17 anos procurar a polícia e relatar supostos episódios de assédio sexual.

Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, a denúncia foi formalizada no final do ano passado. A adolescente relatou que passou a trocar mensagens com o diretor a partir do mês de julho, em um primeiro momento com conversas de caráter estritamente institucional e sem indícios de irregularidades.

Ainda conforme o registro, ao longo dos meses o comportamento do servidor teria se alterado. O diretor passou a realizar transferências de dinheiro para a jovem por meio de Pix, e as conversas teriam evoluído para conteúdos considerados inapropriados. A estudante afirmou que recebeu mensagens com insinuações, manifestações de interesse pessoal e pedidos para o envio de imagens íntimas, além de relatar reações negativas quando se recusava a atender às solicitações.

A denúncia também menciona um episódio envolvendo um deslocamento até o município de Confresa. O diretor teria informado que levaria a estudante para resolver questões relacionadas ao programa federal Pé-de-Meia, afirmando que outras alunas participariam da viagem. Desconfiada da situação, a mãe da adolescente acompanhou a filha e constatou que nenhuma outra estudante estava presente.

Após a comunicação oficial do caso, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso determinou o afastamento do servidor. Em posicionamento oficial, a Seduc informou que adotou de forma imediata os procedimentos previstos nos protocolos institucionais, mobilizando equipes das áreas psicossocial e de gestão de pessoas.

A pasta destacou que foram acionados mecanismos específicos de enfrentamento à violência no ambiente escolar, incluindo o Protocolo MARES e o Protocolo de Direcionamento Frente à Violência na Escola. As medidas priorizaram a proteção da estudante, o acionamento da rede de garantia de direitos, o acompanhamento psicológico e a adoção das providências administrativas cabíveis.

Por solicitação da família, a estudante foi transferida para outra unidade de ensino e segue recebendo acompanhamento psicossocial. A Secretaria informou ainda que o caso permanece sob monitoramento da Coordenadoria de Gestão Regional (COGER/DRE) e do Núcleo de Mediação Escolar, reforçando o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, o respeito aos trâmites legais e a colaboração com as autoridades competentes, preservando o sigilo das informações.

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